sexta-feira, maio 26, 2006



Sempre que entro no Mosteiro da Batalha

fico inspirado com todo o seu conjunto arquitectónico, mas especialmente com a beleza das capelas imperfeitas ou também denominado panteão de D.Duarte.

Desde que visitei as tais capelas imperfeitas, com os locais próprios para os sepulcros que não vieram a ser lá colocados, como pretendia D. João I, fiquei a compreender que havia um projecto, uma missão que foi interrompida por qualquer motivo, mas que eventualmente se poderá vir a cumprir no futuro, com «outras» personagens.

Mais tarde li António Quadros nos seus dois volumes de "Portugal Razão e Mistério" da Guimarães Editora. Infelizmente o terceiro volume nunca chegou a ser publicado, pois o autor faleceu antes da sua publicação

Há realmente um mistério que os nossos antepassados nos legaram, ficando cifrado no Manuelino e como diz António Quadros na arquitectura muchedar que o palácio dos Arrudas ainda guarda. A Janela do capítulo em Tomar e toda a área envolvente é um bom exemplo desse passado cifrado, tão grandioso como misterioso, que espera e promete uma nova aventura para os mais audaciosos num futuro talvez não muito distante

Os mais aptos certamente compreenderão essa missão por cumprir, como nos canta A sublime Dulce Pontes na sua composição musical "Amor em Portugal" Ouçam-na!

Foi então que compreendi depois de várias leituras que D.na Filipa de Lencastre

estava ligada e viveu em função da «lenda» do Santo Graal

Ela e seu marido D. João I

trouxeram ao mundo a ínclita geração e as portas do novo mundo foram abertas!

Cá fora, na praça, D. Nuno Álvares Pereira(em estátua equestre) empunha a espada ungida: A Excalibur!

Todo aquele lugar é mágico!

O mosteiro é como que uma chave secreta para outras realidades suprasensíveis que os monges dominicanos e os templários bem conheciam, como nos ensina Paulo Guilherme d´Eça Leal em seu último livro alusivo ao mosteiro da Batalha, que tive a sorte de conhecer há bem pouco tempo.

Havia os paineis de «são Vicente», no mosteiro da Batalha, num local mais visível, junto às capelas de um lado e outro, mas um concílio aberrante obrigou à sua retirada. Ele revela ainda hoje (no Museu de Arte Antiga em Lisboa) aos entendidos uma espécie de código da Vinci à portuguesa. Lá nas janelas verdes o políptico continua aser estudado e compreendido cada vez melhor pelos investigadores mais recentes, como é o caso de António Salvador Marques.

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